terça-feira, 29 de junho de 2010

  O estado de falsidade do ser humano é algo fascinante. Vem de uma necessidade de adaptação quase biológica, de comportamentos sociais arraigados, influenciados em menor ou maior quantidade pela mídia, política, “instinto de sobrevivência” ou até mesmo impulsos sexuais. Freud explica? Talvez seja da natureza da contemporaneidade a paixão pela imagem e pelo superficial; seja da perfeição da “linda vizinha” ao “amigo leal”, conceitos criados pelo Homem que nos conduzem no dia a dia e nos dizem que o importante são as relações cultivadas, por mais falsas que sejam.

terça-feira, 22 de junho de 2010

ALMA





Velas acesas,o cheiro de parafina é tão forte,não há mais nada o que se fazer,não existe lágrimas,ninguém por por perto..Ali está uma alma morta..Como se enterra uma alma,não tem como crema-la,nunca ouvir dizer que se joga cinza de uma alma no jardim ou no mar,,Deve ser bonito e ao mesmo triste ver uma alma partir..Só que aconteceu, minha alma morreu,meu corpo era sua prisão, confinada a esta matéria,seus dias foram agonizantes,tristes e solitários..
Vejo um anjo triste vindo visita-la,onde estava você anjo que chora..Por quer só agora,quantas vezes esta pobre alma lhe pediu socorro,quantas vezes gritava por você..Seu egoismo em ver uma alma morrer,não cortou seu coração?
Por quer não não lhe devolve a vida meu Deus?Prefere que outras almas morram,incerto destino..
Uma alma imortal morre? É isto que me pergunto,os sonhos morrem,a esperança morre, o dia  morrem,o que é eterno,não sei..
Fiz um pacto com a vida,enquanto amasse me sentiria vivo,mas nunca pensei que o amor morresse,pois é o amor morreu..E com saudade deste amor,com tristeza no peito minha alma morreu com ele,se matou se jogando no vazio da dor,com esperança que o amor revivesse bem lá no fundo do abismo..